terça-feira, junho 24, 2008

Registo Europeu dos Representantes de Interesses

Dia 23 de Junho abriram as inscrições para um catálogo dos organismos que procuram influenciar a elaboração das políticas europeias.

Milhares de representantes de organismos tão variados como ONG, empresas privadas, gabinetes de advogados e sindicatos contactam diariamente com funcionários da Comissão, a única instituição europeia com o direito de propor novas leis.
Representando os interesses específicos da sua organização junto dos decisores da UE, as actividades dos lobistas abrangem a elaboração e o envio de cartas e documentos de informação ou de defesa de posição e a organização de eventos.

Tais actividades constituem um elemento importante do sistema democrático, pois asseguram que os responsáveis políticos têm conhecimento do efeito que as suas decisões podem ter nos vários sectores da população.

O novo registo europeu dos representantes de interesses, de uma forma geral acolhido com bons olhos pelas próprias organizações em causa, destina-se a introduzir mais transparência neste domínio.
O registo é totalmente voluntário, mas as organizações que decidirem inscrever-se deverão explicar quem são, quais os seus objectivos e quais os seus domínios de interesse.
Deverão igualmente comunicar informações de carácter financeiro, a fim de serem claras as forças que estão por trás da actividade de representação de determinados interesses.
Todas as informações serão tornadas públicas.
No momento do registo, os representantes de interesses devem assinar um código de conduta que rege as suas relações com o pessoal da Comissão.
Assim, assegura-se que todos os lobistas cumprem as mesmas regras e estão sujeitos à mesma avaliação independente, aos mesmos procedimentos e sanções.
Não existem quaisquer privilégios ligados ao registo, com excepção da promessa de um alerta por correio electrónico sempre que a Comissão lançar uma consulta pública.
O registo integra-se na iniciativa europeia em matéria de transparência, destinada a reforçar a responsabilização, incluindo o conhecimento sobre a forma como o orçamento da UE é dispendido.

Espera-se que, no futuro, o registo seja alargado de forma a cobrir também o Parlamento Europeu e o Conselho de Ministros.

sexta-feira, junho 20, 2008

Repatriamento de imigrantes ilegais

O Parlamento Europeu aprovou dia 18, em Estrasburgo a "directiva do retorno", a lei comunitária que pretende facilitar o repatriamento de imigrantes ilegais, e que tem gerado forte controvérsia dentro e fora da União Europeia.

Contrariando as expectativas de uma votação muito cerrada, o texto foi aprovado por larga maioria, com 369 votos a favor, 197 contra e 106 abstenções, e sem qualquer emenda.

Entre as principais disposições da directiva, conta-se o estabelecimento de um prazo máximo durante o qual os imigrantes ilegais podem ficar detidos, que será de seis meses, ampliáveis a 18 em casos excepcionais.

Sendo a imigração ilegal para a Europa uma realidade crescente e preocupante esta procura ser uma resposta legal para o problema.

No entanto, as razões que levam milhares de pessoas a arriscarem a vida para chegar ao nosso continente continuam bem vivas e agravam-se continuamente.

sexta-feira, junho 13, 2008

O Não...

Será o não Irlandês um não europeu ou um não nacional?

Terão os europeus receio de um compromisso mais profundo com o projecto europeu ou estarão simplesmente no desconhecimento?

Este não, nuvem negra que paira sobre o céu da Europa terá, obrigatoriamente, de ter consequências. Não creio, no entanto, que deverá inibir o progresso deste tratado.

A UE, com todas as suas restrições, regras e normas tem sido ao longo das décadas um garante de desenvolvimento. Não podemos virar as costas a este facto nem ignorar que agora somos 27 e que para que haja funcionalidade e evolução é necessário e urgente implementar reformas.
O Tratado de Lisboa significa isto mesmo, um passo necessário da evolução de um eterno projecto sempre em expansão e construção contínuos.

Os obstáculos que agora enfrenta a Europa são resultado de uma profunda descrença nos ideais europeus. Mas não nos esqueçamos que os tempos que se avizinham não serão fáceis.
Novos desafios caminham na nossa direcção, e só uma Europa forte e unida terá hipoteses de os ultrapassar.

Não nos iludamos, sozinhos somos muito pequenos. O tempo do orgulhosamente sós já lá vai. Só na União estará a força.

Ninguém sabe que coisa quere.
Ninguém conhece que alma tem,
Nem o que é mal nem o que é bem.
(Que ânsia distante perto chora?)
Tudo é incerto e derradeiro.
Tudo é disperso, nada é inteiro.
Ó Portugal, hoje és nevoeiro...

É a Hora!

domingo, junho 08, 2008

EURO 2008 - apoio da UE para os consumidores adeptos

Espera-se que cinco milhões de fãs viagem para assistir ao Euro 2008 este Verão.
Para alguns deles poderão surgir problemas e dores de cabeça com atrasos nos aviões, nos alugueres de viaturas, com custos dos serviços de “roaming”, roubo de bens e problemas nos bilhetes.
A UE está disponível para ajudar.

Os cidadãos europeus têm os seus direitos de consumidor reforçados e é disponiilizada uma lista de conselhos práticos.
São 10 dicas que deve conhecer antes de viajar para o Euro 2008.