sexta-feira, fevereiro 29, 2008

É hora...

Ao longo das últimas três semanas tenho tido a oportunidade de assistir a um conjunto de colóquios na Fundação de Serralves, subordinados ao tema Portugal: sim ou não?
Estas sessões, que têm contando sempre com casa cheia, seja pela qualidade das mesmas ou pela profunda escassez deste tipo de eventos no Porto, têm oferecido ao público importantes reflexões de pensadores e actores da nossa vida nacional.

E curiosamente, ou talvez não, a tónica geral passa sempre pela importância do papel activo e consciente da sociedade civil. De políticos a economistas, a opinião é geral, Portugal sofre de uma grave crise de identidade e de confiança. Em si próprio, nas instituições e no Estado.

Elencados os problemas, coisa que todos sabemos fazer e fazemos constantemente, urge encontrar soluções.
E por mais cliché que possa parecer, todas as soluções apontam para o mesmo caminho: cada um de nós. O nosso papel na sociedade, o nosso empenhamento e comprometimento com os nossos papéis sociais, pessoais e profissionais.
Não acredito que soframos de um “défice de paixão”, nem sequer de um défice de profissionalismo, acredito, isso sim, que somos por vezes derrotados pela inércia que nos rodeia e que, contagiosa como a peste, nos conduz para um mundo em que nos contentamos e conformamos com o mediano.

Mas basta! É hora!! É hora de dar o salto. O famoso e ansiado salto da economia, do país, para a modernidade, para o futuro. O salto do sofá, do facilitismo e da complacência. Somos tão bons ou melhores do que quaisquer outros.
Nós, portugueses, que pomos a bandeira na janela por causa do futebol, saibamos também erguê-la noutras alturas.
Orgulhemo-nos do nosso passado histórico, não nos desculpemos mais com a ditadura que já lá vai. É hora de arregaçar as mangas e parar com as desculpas e lamentações.
Eu quero, eu posso e eu vou dar o salto. Saltemos todos!!

segunda-feira, fevereiro 18, 2008

Kosovo: Enquadramento de um erro histórico anunciado

"A impetuosidade de Pristina foi acompanhada pela irresponsabilidade de Washington, com algumas vozes europeias à mistura. Esta corrente parece ter ganho ascendência sobre o realismo que, normalmente, é exigido nestas coisas das relações internacionais. De facto, um dos principais problemas que se tem verificado ao longo da gestão do dossier Kosovo nos últimos tempos, tem sido a ausência de realismo e pragmatismo por parte dos actores que têm conduzido o processo."

Com a devida vénia ao blog "O Diplomata", o texto na integra em:
http://odiplomata.blog.com/

quarta-feira, fevereiro 13, 2008

Portugal: Sim ou Não?


De 14 Fevereiro a 22 Maio 2008 a Fundação de Serralves promove um aprofundado debate sobre o Estado do País.

Para além de se pretender fazer um diagnóstico do estado das coisas, importará também fazer uma avaliação prospectiva. Isto é, equacionar um conjunto de questões que, partindo da mais simples (o país funciona?) até à mais pedagógica (como pode funcionar melhor?), seja capaz de desenhar uma cartografia do futuro (porque mares deveremos navegar?).
Habituados a viver embalados na história de termos atravessado “mares nunca antes
navegados”, importa hoje, sem dúvida, perguntar por onde queremos ir.
Na ressaca da Presidência Portuguesa da União Europeia, impunha-se este debate.
É quase um lugar comum falar-se da nossa natureza ciclotímica, da circunstância de passarmos rapidamente da euforia à depressão e vice-versa. A formulação deste debate toma partido, com alguma ironia, dessa situação.
“Portugal: Sim ou Não?” é por isso, mais do que a exigência de uma reposta definitiva, um pretexto para discutir o país.
Foram convidados um conjunto de personalidades e pensadores da prática e da teoria nacional a protagonizarem esta discussão. O ciclo organiza-se em torno de um conjunto de 9 sessões que pretendem varrer as várias áreas da intervenção e sentido do país. Desde territórios mais temáticos a outros mais efabulatórios. As sessões serão constituídas pelas intervenções de dois prelectores e a moderação de um comentador em torno do tema em causa.

Para mais informações: http://www.serralves.com/actividades/detalhes.php?id=1282

quarta-feira, fevereiro 06, 2008

Sugestão de Leitura

A presente colecção de ensaios constitui a tentativa por parte de um historiador – o mais lido actualmente – de analisar, compreender e retratar a situação em que o mundo se encontra neste início de um novo milénio. São textos incisivos e actualizados que suscitam a reflexão sobre os temas inspiradores dos maiores debates da actualidade não apenas entre as classes política e académica, mas entre todos nós – os efeitos da globalização, o estado da democracia e a ameaça do terrorismo. Num tempo em que a mudança sofre uma aceleração sem precedentes, o insight histórico de Hobsbawm revela-se vital para a compreensão da nova paisagem do século XXI e das possibilidade de uma nova
ordem mundial.