quinta-feira, janeiro 24, 2008

Para reflectir...

" O génio da Europa é aquilo que William Blake teria chamado "o sentimento do pormenor diminuto".
A Europa morrerá efectivamente, se não lutar pelas suas línguas, tradições locais e autonomias sociais"
George Steiner

quarta-feira, janeiro 16, 2008

Presidência Eslovena da UE




O primeiro-ministro da Eslovénia e Presidente em exercício do Conselho da UE, Janez Janša, apresentou hoje ao Parlamento Europeu o programa da Presidência do seu país para o primeiro semestre deste ano.

Janez Janša aproveitou para enfatizar que "a ratificação é da única responsabilidade de cada Estado-Membro", mas que deseja que no final da sua Presidência "a maioria dos Estados-Membros tenha já seguido os passos da Hungria" e ratificado o Tratado de Lisboa.
Depois de Portugal, é a vez da Eslovénia assumir a Presidência do Conselho durante o primeiro semestre de 2008, sendo o primeiro dos "novos" Estados-Membros que aderiram à UE em 2004 a exercer estas funções.

Nas boas-vindas a Janez JANŠA, o Presidente do Parlamento Europeu, Hans-Gert PÖTTERING, destacou ainda que "a Eslovénia é o primeiro país ex-comunista" a liderar o bloco europeu.

As cinco principais prioridades enumeradas pela Presidência eslovena são: o futuro da União, a ratificação e a entrada em vigor do Tratado de Lisboa, o lançamento do novo ciclo da Estratégia de Lisboa, as questões climáticas e energéticas, o reforço da perspectiva europeia dos Balcãs Ocidentais e a promoção do diálogo entre culturas, no âmbito do Ano Europeu do Diálogo Intercultural.

Website da Presidência eslovena


in Newsletter do Parlamento Europeu

quinta-feira, janeiro 10, 2008

O "não" ao referendo

O Governo decidiu, está decidido, não haverá referendo em Portugal sobre o Tratado de Lisboa.
Apesar das críticas de que é acusado por não cumprir mais uma promessa eleitoral, desta vez vejo-me obrigada a concordar com o nosso Primeiro-Ministro.
O que está em causa vai muito além dos interesses nacionais, joga-se num tabuleiro mais amplo em que é futuro da Europa que está em jogo.
E pondo de parte as divergências partidárias, que muitas vezes toldam opiniões, pelo simples facto de que a oposição entende que para desempenhar o seu papel tem sempre de estar contra…temos de nos perguntar o que estariam os portugueses a referendar, a que pergunta estariam a responder, e certamente todos concordamos que a maioria estaria a manifestar-se sobre o fecho das urgências de saúde, a lei do tabaco, o aeroporto, etc, etc….
No entanto, a Europa não deve, não pode dar-se ao luxo de ficar refém destas questões nacionais, que embora sejam de extrema importância dizem respeito a um outro âmbito.
A Europa não pode cair em mais impasses, correndo o risco de não mais se levantar.

quinta-feira, janeiro 03, 2008