segunda-feira, outubro 29, 2007

Sugestão de Leitura

Riva Kastoryano questiona a identidade da Europa. Um espaço geográfico ou um modelo de civilização?
"Que identidade para a Europa?" é uma obra que junta reflexões de vários especialistas sobre a União Europeia.

Numa união de diferentes povos, mentalidades e costumes é preciso perceber se o multiculturalismo surge como resposta à identidade europeia.
Somos europeus ou cidadãos da Europa?
Os autores questionam-se também sobre o papel de cada Estado-membro face ao crescente poder político da União.
Mais do que um livro, "Que identidade para a Europa?" é uma ferramenta de análise e de debate sobre várias questões determinantes para o futuro de todos os cidadãos europeus.

quinta-feira, outubro 25, 2007

Parlamento Europeu atribui Prémio Sakharov a activista pelos direitos humanos no Darfur

O Parlamento Europeu atribuiu em Estrasburgo o Prémio Sakharov de 2007 ao sudanês Salih Mahmoud Osman, advogado e activista pelos direitos humanos, pelo trabalho em favor das vítimas da guerra civil na região de Darfur.
Instituído em 1998, o Prémio Sakharov - atribuído anualmente pelo Parlamento Europeu - visa premiar aqueles que se batem pela "liberdade de pensamento e lutam contra a opressão e injustiça".

Os outros dois finalistas para a edição deste ano eram Anna Politkovskaya (jornalista russa e activista dos direitos humanos conhecida pela oposição ao conflito na Tchetchénia, assassinada há um ano) e Zeng Jinyan e Hu Jia (defensores dos direitos humanos na China).

O Prémio Sakharov 2007 será oficialmente entregue a 11 de Dezembro, na próxima sessão plenária em Estrasburgo, na véspera do 59º aniversário da assinatura da Declaração universal de Direitos Humanos da ONU.

Fonte: Público.pt

sexta-feira, outubro 19, 2007

Parabéns Europa!

Os líderes dos Vinte e Sete chegaram a um acordo sobre o Tratado reformador da União Europeia que substitui a falhada Constituição Europeia.


A luz verde ao documento, que vai chamar-se Tratado de Lisboa, só foi alcançada depois de ultrapassados os problemas levantados pela Polónia e pela Itália, entraves que a diplomacia portuguesa conseguiu transpor.
O texto final vai ser assinado na capital portuguesa no dia 13 de Dezembro.

Parábens Europa! Um grande passo no sentido da verdadeira União (Europeia).


Perguntas e respostas sobre o Tratado:

quarta-feira, outubro 17, 2007

Portugal é o segundo na integração de imigrantes

Portugal é o segundo país de uma lista de 28 (25 Estados-membros da União Europeia, Canadá, Noruega e Suíça) com melhores políticas de integração de migrantes, nomeadamente no acesso ao mercado de trabalho, reagrupamento de famílias e práticas contra a discriminação.
As conclusões fazem parte do estudo "Index de Políticas de Integração de Migrantes 2006", um trabalho feito por um consórcio de organizações europeias, lideradas pelo British Council e pelo Migration Policy Group, em Bruxelas.

No topo da tabela surge a Suécia, com uma média de 88 pontos (em cem possíveis) em seis itens de análise: acesso ao mercado de trabalho, reagrupamento familiar, residência de longa duração, participação política, aquisição de nacionalidade e antidiscriminação.

Portugal surge no segundo lugar, com 79 pontos, seguido da Bélgica (69 pontos), Holanda (68 pontos) e Finlândia e Canadá (ambos em quinto lugar, com 67 pontos).

No global, os estados-membros da União Europeia estão a fazer apenas metade do que poderiam fazer para melhor integrar os migrantes, consideram os investigadores do consórcio de 25 organizações europeias - em Portugal, a parceira é a Fundação Calouste Gulbenkian.

O estudo faz um ranking das políticas destinadas a integrar os 21 milhões de migrantes em 25 estados-membros, bem como no Canadá, Noruega e Suíça, analisando 140 indicadores que incluem: direitos dos imigrantes no local de trabalho, oportunidades para se fixarem de forma permanente no país-destino, leis de combate ao racismo e à discriminação e possibilidade de reunificação de famílias.

Nos piores lugares da tabela surgem a Eslováquia e a Grécia (40 pontos de média), Áustria e Chipre (com 39 pontos) e Letónia (30 pontos).

Fonte: Diário da Europa

segunda-feira, outubro 15, 2007

Nobel da Paz para Al Gore e Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas

O Prémio Nobel da Paz foi dia 12 de Outubro atribuído ao ex-vice-presidente norte-americano Al Gore e ao Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas da ONU pelo "esforço conjunto na criação e disseminação de um maior conhecimento acerca da influência humana nas mudanças climáticas, e pelo lançamento das bases necessárias para inverter essas mudanças", declarou o presidente do Comité Nobel norueguês, Ole Danbolt Mjoes.

Al Gore, de 59 anos, que fez das alterações climáticas a sua imagem de marca desde que saiu da Casa Branca, venceu este ano o Óscar de Melhor Documentário pelo seu filme ambientalista "Uma Verdade Inconveniente" e foi considerado pela revista "Time" uma das cem personalidades mais influentes do mundo.

O Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC, na sigla inglesa) é um grupo científico criado pelas Nações Unidas em 1988 que tem como objectivo monitorizar as alterações climáticas e analisar o conhecimento científico sobre o assunto. Em Fevereiro deste ano, o IPCC divulgou um relatório em que confirmou a extensão do aquecimento terrestre em curso e o grau de responsabilidade humana neste fenómeno.

Os Estados Unidos e a China são actualmente os dois países que mais CO2 lançam para a atmosfera e, apesar disso, os EUA ainda não ratificaram o Protocolo de Quioto.

Esta distinção de Al Gore e do IPCC, entre 181 candidatos, é um forte recado à comunidade internacional, a poucas semanas da conferência de Bali, entre 3 e 14 de Dezembro, que deverá traçar um roteiro para novos compromissos na redução das emissões de gases com efeito de estufa para a atmosfera até 2012, depois do fim da primeira fase do Protocolo e Quioto.

O Prémio Nobel - que consiste num diploma, numa medalha de ouro e num cheque no valor de dez milhões de coroas (1,08 milhões de euros) - será entregue em Oslo no próximo dia 10 de Dezembro, a data que marca o aniversário da morte do seu fundador, o filantropo sueco Alfred Nobel.

Fonte: Público.pt

sexta-feira, outubro 12, 2007

Sugestão de Leitura

Retirado dos diários de Alastair Campbell este livro descreve-nos a ascensão do New Labour e os anos de tumultuosa liderança de Tony Blair.

Momentos decisivos como a Guerra ao terror, a morte de Diana, as negociações de paz na Irlanda do Norte, ao Kosovo, Afeganistão e Iraque. Mas acima de tudo uma visão sobre Tony Blair, tomando decisões, que afectavam a vida milhões de pessoas, sobre uma pressão constante e devastadora.

Alastair Campbell é também ele uma figura controversa.
Adorado e odiado em igual medida, foi essencial na criação do New Labour e na sensacional vitória em 1997.
Como assessor de imprensa de Blair, estratega e homem de confiança, Campbell conheceu como ninguém o antigo primeiro-ministro.
O seu diário, franco e divertido leva o leitor ao centro da governação.
The Blair Years é uma história sobre política, os seus avanços e recuos, reputações adquiridas e destruídas, sempre sob o escrutínio 24 horas por dia da comunicação social.

Por entre crises e escândalos, o retrato humano de um dos mais importantes lideres do mundo.