terça-feira, janeiro 23, 2007

"Diário da Europa" estreia na RTPN

O Diário da Europa é o primeiro programa diário de actualidade europeia na televisão portuguesa. Pensado como um magazine que aproxima os cidadãos da realidade dos países da União e das novidades de Bruxelas, é transmitido de segunda a sexta-feira, às 19h50 e tem a duração de dez minutos. Este programa irá percorrer todo o ano 2007, acompanhando de modo muito especial todos os acontecimentos relacionados com a Presidência Portuguesa da UE, que se inicia em Julho e dura até Dezembro.
O Diário da Europa conta ainda com um debate de actualidade semanal e com um site que aposta fortemente na interactividade. A partir de dia 22 poderá acompanhar o que de mais importante se passa na Europa dos 27, na RTP N e em http://www.diariodaeuropa.eu/

Sugestão de Leitura

"Este livro explica-nos a ascensão da China a partir de dentro. Descreve as pessoas e lugares que estão por trás da transformação da nação mais populosa da Terra e mostra como a emergência de um apetite desmesurado está a convulsionar o mundo.
Identifica as múltiplas forças de uma potência que se industrializa, mas mostra também que nem todos os gráfiocs relativos à China exprimem curvas ascendentes. De facto, muitas das influências que se fazem sentir na Europa e na América são manifestação de profundas fraquezas."


"A China abala o mundo. A ascensão de uma nação ávida"
James Kynge
Editorial Bizâncio
Lisboa 2006

quinta-feira, janeiro 18, 2007

Poderá a Europa tornar-se uma super potência?

Segundo especialistas o futuro papel internacional da Europa depende muito das reformas estruturais que empreender nos planos económico e social para travar o problema do envelhecimento da população activa. O quadro demográfico europeu reclama efectivamente uma abordagem concertada e multidimensional.
· É previsível uma maior imigração legalizada e uma melhor integração dos trabalhadores que virão sobretudo da África do Norte e do Médio-Oriente (…)
· Um facto a encarar, será a flexibilidade acrescida no local de trabalho, com medidas como a de encorajar mulheres jovens a tirar alguns anos sabáticos para fundar uma família com a garantia de reintegrar a empresa. Encorajar os “jovens seniores” (cinquenta a sessenta e cinco anos) a trabalhar mais tempo ou a reinserir-se na população activa, também contribuiria para remediar as penúrias da mão-de-obra.
Os especialistas consideram que o actual Estado-providência é insustentável a prazo e que a ausência de qualquer revitalização económica poderá levar a uma fragmentação ou, pior, a uma desintegração da União Europeia. (…)

Se não efectuar nenhuma mudança, a Europa poderá conhecer um abrandamento generalizado e alguns países arriscam-se a enveredar pela sua própria via, particularmente em matéria de política externa, enquanto permanecem membros formais da União. (...)
Para lá da necessidade de um crescimento económico mais forte, assim como de reformas sociais e dos sistemas de saúde, muitos observadores consideram que a UE deve continuar a racionalizar o seu processo de decisão demasiado complicado, que trava a acção comum.
Não é necessária uma Europa federal – pouco provável até 2020 – para permitir a este continente desempenhar um papel mais importante. Com efeito, bastar-lhe-ia começar a mobilizar os seus recursos e saber operar a fusão de pontos de vista divergentes em objectivos que se traduziriam por políticas comunitárias.
Estes mesmos observadores estão de acordo, pensando que “um salto económico para a frente” poderia desencadear essa iniciativa internacional e estimularia uma confiança e um entusiasmo renovados no projecto europeu.

“O Relatório da CIA – como será o mundo em 2020”
Bizânzio
Lisboa 2006

segunda-feira, janeiro 08, 2007

Presidência alemã quer proibir actividades e símbolos neonazis na UE

O Governo alemão anunciou hoje que vai propor legislação da União Europeia contra actividades e símbolos neonazis.
"O que nos preocupa é a crescente actividade de extremistas de direita e desordeiros no espaço europeu, e, por isso, vamos avançar com uma nova iniciativa durante a presidência alemã [em curso] da União Europeia para criar parâmetros unificados de combate à extrema-direita", anunciou hoje a ministra da Justiça, Brigitte Zypries.
A Alemanha já tentou um acordo a nível da UE para reprimir movimentos neonazis, mas esbarrou então na oposição da Itália.

No entanto, o novo Governo italiano, agora chefiado pelo socialista e ex-presidente da Comissão Europeia, Romano Prodi, "já sinalizou uma mudança de atitude" nesta matéria, adiantou Zypries.

A ministra da Justiça alemã propôs também uma maior coordenação das autoridades policiais a nível internacional, lembrando que já existe uma tal coordenação entre Alemanha, Bélgica, Espanha e França.

"Nos próximos meses, vou empenhar-me para que esta cooperação também seja possível com os outros países da União Europeia", prometeu Zypries.Entre as medidas defendidas por Berlim conta-se a proibição, por directiva europeia, em toda a UE, da utilização e exibição de símbolos nazis, como a cruz suástica, à semelhança do que acontece na Alemanha.

Quando estava em funções, o anterior ministro do Interior alemão, Otto Schily, pronunciou-se contra uma tal proibição a nível europeu, por duvidar da sua eficácia.

No entanto, a ministra da Justiça discordou hoje do seu colega social-democrata, dando como exemplo o caso do chamado "vinho de Hitler", que é vendido em Itália com uma etiqueta com a cruz suástica e a foto do ditador.


PUBLICO.PT