sexta-feira, agosto 31, 2007

UE: José Manuel Barroso alerta para fuga de cérebros da Europa

O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, alertou ontem, para a fuga de cérebros europeus para outras regiões do mundo e disse que até ao final de 2008 serão criados sete milhões de empregos em todos os países da União Europeia.
José Manuel Barroso, que falava numas jornadas promovidas pelo patronato francês nos arredores de Paris, expôs a sua visão relativamente às perspectivas económicas da União Europeia (UE).
Destacou as economias emergentes e os "formidáveis recursos" que têm, o que leva à crescente transferência de cérebros das empresas europeias.
"A Europa tem excelentes centros de formação, mas para alguns a tentação de ir para fora é forte", disse o chefe do executivo comunitário, defendendo a necessidade de ser feito um esforço para conservar "os melhores elementos" da Europa e atrair outros de outras regiões do mundo.
Barroso salientou ainda que a Europa está a recuperar terreno na área da investigação e desenvolvimento e referiu que, das 50 empresas que mais investiram nestas àreas, 18 são europeias.
Segundo o presidente da Comissão, esse esforço da Europa está a ter resultados e prevê-se a criação de sete milhões de postos de trabalho entre 2007 e 2008 de modo a que no final do próximo ano a União Europeia, no conjunto, possa atingir uma taxa de emprego superior a 66 por cento.
Na intervenção que fez perante os empresários franceses, Barroso referiu as recentes dificuldades das bolsas em consequência da crise norte-americana relacionada com os empréstimos e hipotecas e salientou a actuação do Banco Central Europeu, que injectou liquidez em várias ocasiões.
Esta crise deve permitir tirar conclusões, de modo a que a Comissão Europeia reflicta sobre a forma de melhor proteger os investidores e os consumidores, defendeu Barroso.

Agência Lusa

quinta-feira, agosto 30, 2007

Portugal compra à China 114,81 milhões de euros por mês

Dados adiantados pelo governo chinês demonstram que Portugal gastou uma média mensal de 114,81 milhões de euros em importações da China na primeira metade do ano, não vendendo à China nem metade desse valor.
Segundo estatísticas que o ministério do Comércio chinês (MOFCOM) facultou, Portugal importou na primeira metade de 2007 bens chineses no valor total de 689,4 milhões de euros e exportou para o gigante asiático 258,48 milhões de euros.
Ainda assim, segundo os números do MOFCOM, Portugal quase que conseguiu duplicar as exportações para a China, dos 137,53 milhões de euros na primeira metade de 2006 para os 258,49 milhões de euros em 2007.
No total, de acordo com as estatísticas do MOFCOM, o comércio bilateral entre a China e Portugal atingiu mais 39 por cento do que no mesmo período de 2006.
Segundo a mesma fonte, o volume comercial entre a China e Portugal representa 6,79 por cento do total do comércio entre a China e os 27 países da União Europeia, que atingiu na primeira metade do ano 13,939 mil milhões de euros.
O comércio entre a China e Portugal representa também cerca de 6,85 por cento do total dos 13,82 mil milhões de euros que constituem o volume comercial entre a China e os países de língua portuguesa.

Fonte: Agência Lusa

quarta-feira, agosto 29, 2007

Abdullah Gul eleito presidente da Turquia

O Parlamento turco elegeu hoje como novo Presidente da República o ministro dos Negócios Estrangeiros Abdullah Gul, que se torna no primeiro responsável oriundo do movimento islâmico a aceder à suprema magistratura da Turquia laica.
Gul obteve 339 entre os 550 votos do Parlamento, dominado pelo seu Partido da Justiça e do Desenvolvimento (AKP). Era necessária uma maioria absoluta de 276 votos para que Gul fosse eleito.
Os outros dois candidatos — Sabahattin Cakmakoglu, do Partido de Acção Nacionalista (MHP, nacionalista) e Huseyin Tayfun, do Partido da Esquerda Democrática (DSP, centro-esquerda) — obtiveram, respectivamente, 70 e 13 votos.
Anglófono, afável e muçulmano devoto, Abdullah Gul, 57 anos, representa a nova burguesia turca emergente, proveniente do interior da Anatólia.
Esta nova classe média assusta as elites tradicionais, que idolatrizam Mustafa Kemal Ataturk, o fundador da Turquia moderna e laica, representada no Exército e no Partido Popular Republicano, a principal força da oposição.
O novo Presidente, que liderou o processo de abertura de negociações para a adesão à União Europeia, é visto com simpatia na Europa e nos Estados Unidos.
PUBLICO.PT

terça-feira, agosto 28, 2007

Sarkozy e a Turquia

Nicolas Sarkozy procura sair da sua posição solitária na Europa sobre a questão da adesão da Turquia à UE.
Depois de ter dado a entender, aquando da sua eleição, que poderia vir a colocar obstáculos ao processo de adesão, Sarkozy afirmou agora que a França não se irá opôr ao seguimento das negociações com Ancara, embora condicione o seu apoio à criação de um grupo de especialistas que reflicta sobre o futuro da UE.
Esta mudança de posição não passou despercebida às instâncias europeias, no entanto, para a presidência portuguesa esta questão não é, de momento prioritária, uma vez que todas as atenções se focam no novo tratado institucional.